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Credenciais e segredos das integrações

Toda integração conectada ao CentralOps (Sophos, Wazuh, etc.) precisa de credenciais para coletar eventos: chaves de API, segredos de cliente, tokens OAuth ou senhas. O CentralOps guarda essas credenciais criptografadas e nunca mostra o valor real na tela — você só vê que o segredo existe e quando foi atualizado pela última vez.

Público: administrador da plataforma.

Quando usar

CenárioO que fazer
Um Client Secret da Sophos vazou em um canal de chat e precisa ser invalidadoGere uma credencial nova no painel do fornecedor e substitua o segredo pela tela de edição da integração (ver abaixo).
Durante uma auditoria de SOC você precisa confirmar quais integrações têm credencial configurada e quando foram atualizadasUse a lista de integrações em Coleta -> Integrações para conferir o estado das credenciais.
Um analista relata que uma integração parou de coletar logo após a troca de uma senha no fornecedorEdite a integração e regrave a credencial atualizada; o CentralOps testa a conexão antes de salvar.

Como suas credenciais ficam protegidas

Você não precisa configurar nada para que isso aconteça. A plataforma cuida da proteção automaticamente:

  • Todas as credenciais de integração são criptografadas em repouso pela plataforma.
  • O valor real nunca aparece na interface — nem para o administrador. Você vê apenas que o segredo existe e a data da última atualização.
  • Se alguém tentar adulterar o valor armazenado, ele é rejeitado em vez de ser usado.
  • Senhas de usuários da plataforma são tratadas de forma diferente das credenciais de integração: elas usam um resumo de mão única (não podem ser recuperadas por ninguém, nem pelo administrador) e só podem ser redefinidas — veja Administração -> Usuários.
Configuração de infraestrutura

A forma como a chave de criptografia da plataforma é gerada, armazenada e rotacionada é definida pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar alterá-la ou rotacioná-la, fale com o administrador da plataforma. Nada disso é feito pela interface.

Quais dados são criptografados

Os campos sensíveis de cada integração são protegidos, tanto nas colunas da tabela integrations quanto no store centralizado integration_credentials:

CampoArmazenamentoExemplo
Segredos de integração (F1b+)integration_credentials.secret_refClient Secret, API Key, Token OAuth, Senha de API
Segredos de destinodestination.secret_refToken Splunk HEC, AWS Access Key, Chave de Kafka
Identidade (SSO)identity_config.entra_client_secretMicrosoft Entra ID client secret
Emailemail_config.smtp_passwordSenha SMTP da plataforma
Colunas legadas (deprecadas)integrations.{client_secret, manager_api_username, ...}Sophos/Wazuh pré-F1b (hoje NULL na maioria)

Conferir quais integrações têm credenciais

  1. Acesse o menu Coleta -> Integrações.
  2. A lista mostra cada integração e seu estado de conexão.
  3. Para cada integração você consegue identificar se a credencial está configurada e quando foi atualizada pela última vez.

Você nunca verá o valor do segredo — apenas a indicação de que ele existe. Isso é proposital: valores de credencial jamais são exibidos na interface.

Substituir um segredo comprometido

Use este procedimento sempre que uma credencial vazar ou precisar ser renovada (por exemplo, um Client Secret que apareceu em um canal de chat).

  1. No painel do fornecedor, gere uma credencial nova (ex.: um novo Client Secret na Sophos). Isso invalida a credencial antiga na origem.
  2. No CentralOps, acesse Coleta -> Integrações e abra a integração afetada.
  3. Use a opção de editar a integração.
  4. Preencha o novo segredo no formulário de edição.
  5. Salve.

O que o CentralOps faz ao salvar:

  • Cifra a nova credencial e a guarda em repouso.
  • Testa a conexão com o fornecedor usando o novo segredo.
  • Se o teste passar, a credencial antiga é substituída. Se o teste falhar, a credencial anterior é mantida para não derrubar a coleta.
Boa prática

Nunca compartilhe credenciais de fornecedor por chat ou e-mail. Sempre cadastre-as diretamente pelo formulário de edição da integração — assim elas já entram criptografadas e nunca trafegam em texto puro.

Rotação de chave de criptografia

Quando a equipe de infraestrutura rotaciona a chave de criptografia (KMS provider):

  1. Todos os campos listados acima são re-cifrados automaticamente sem downtime.
  2. O script scripts/reencrypt_secrets.py (P0) re-cifra:
    • integration_credentials.secret_ref
    • destination.secret_ref (novos destinos pluggable)
    • identity_config.entra_client_secret (Entra ID)
    • email_config.smtp_password (SMTP)
    • Colunas legadas em integrations (se houver)

Se um operador não rodar reencrypt_secrets.py após mudar a chave do KMS:

  • Segredos cifrados com a chave ANTIGA ficam ilegíveis pela chave NOVA.
  • Coletas e destinos param com erro de decifragem.
  • ⚠️ Crítico: sempre rodar a re-encrypt como parte do plano de rotação.

Detalhes técnicos no script scripts/reencrypt_secrets.py.

Conformidade (LGPD / GDPR e PCI DSS)

Para fins de auditoria, vale registrar que:

  • As credenciais de integração ficam criptografadas em repouso (todas as colunas acima).
  • O valor das credenciais nunca é exibido na interface.
  • Trocas de credencial e ações administrativas relacionadas ficam registradas no Histórico (menu Visão geral -> Histórico).
  • Se Vault está ativo (Fase 2+), cada leitura de segredo aparece em Vault audit log com identidade do serviço e timestamp.

Os detalhes técnicos do padrão de criptografia usado pela plataforma são definidos pela equipe de infraestrutura no deploy. Se um auditor pedir essas evidências técnicas, fale com o administrador da plataforma.

Próximos passos