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Como o CentralOps funciona

O CentralOps recebe eventos de segurança dos seus fornecedores, padroniza esses eventos para um formato único e os entrega aos destinos que você escolhe. Toda a operação é feita pela interface web — as partes de infraestrutura rodam automaticamente nos bastidores, mantidas pela equipe da plataforma.

Quando usar

  • Entender de onde vem um atraso. Os alertas estão chegando devagar e você quer saber se o problema é na coleta junto ao fornecedor, na padronização ou na entrega ao destino.
  • Explicar o fluxo para um colega novo. Você precisa mostrar, em linguagem de produto, por onde um evento passa desde a origem até o Wazuh, Splunk ou outro destino.
  • Saber onde olhar quando algo falha. Antes de abrir um chamado, você quer identificar em qual estágio o evento parou (coleta, fila de reenvio, quarentena ou campos novos detectados).

Os três estágios

Todo evento percorre três momentos. Cada estágio tem uma tela própria onde você acompanha o que está acontecendo.

EstágioO que aconteceOnde acompanhar na interface
1. ColetarO CentralOps busca os eventos nas APIs dos fornecedores (por exemplo, Sophos Central) de forma contínua, sem reprocessar o que já foi visto.Menu Coleta -> Integrações e Coleta -> Coletores
2. NormalizarCada evento bruto é convertido para o formato padrão da plataforma, aplicando as regras de mapeamento que você definiu.Menu Normaliza -> Mapeamentos
3. EntregarO evento padronizado é roteado e enviado aos destinos configurados. Um mesmo evento pode ir para vários destinos ao mesmo tempo, ser descartado de propósito ou cair na rota padrão.Menu Roteia -> Fluxo de dados e Roteia -> Destinos (somente administrador)

Você gerencia tudo isso pela interface. O processamento em segundo plano que move os eventos entre os estágios é dimensionado e mantido pela equipe de infraestrutura — você não precisa configurá-lo.

Estágio 1 — Coletar

O CentralOps conecta-se às APIs dos seus fornecedores e busca novos eventos em ciclos curtos (a cada poucos minutos), de forma automática. Quando você cria uma integração nova, a coleta passa a ser agendada sozinha em segundos, sem nenhuma ação extra.

Pontos importantes:

  • A coleta continua de onde parou: o CentralOps lembra o último evento já recebido de cada integração e não reprocessa o que já foi coletado.
  • Eventos em tempo real (como alertas) são priorizados sobre coletas mais pesadas (como auditoria e recoleta histórica), para que um trabalho grande não atrase os alertas urgentes.
  • Duplicados são removidos automaticamente: se o mesmo evento for buscado mais de uma vez, ele entra uma única vez.

Onde acompanhar: menu Coleta -> Integrações mostra cada integração com status (saudável, atenção, erro) e a data da última coleta. O menu Coleta -> Coletores detalha a atividade de coleta por fornecedor.

Estágio 2 — Normalizar

Cada evento bruto chega em um formato diferente, próprio de cada fornecedor. A normalização converte todos para um formato padrão único, usando as regras de mapeamento (o editor de mapeamento) que você mantém. Assim, um alerta da Sophos e um do Microsoft Defender ficam comparáveis e pesquisáveis da mesma forma.

Quando a normalização encontra um problema, o CentralOps nunca descarta o evento em silêncio. Ele sinaliza em uma de duas telas:

  • Quarentena (menu Normaliza -> Quarentena) — eventos que não passaram na validação, por exemplo por falta de um campo obrigatório. Você revisa, corrige a regra e reprocessa.
  • Campos novos detectados (menu Normaliza -> Drift) — campos que o fornecedor passou a enviar e que as regras atuais ainda não cobrem. O evento continua sendo entregue, mas com menos contexto até você ajustar o mapeamento.

Onde acompanhar: menu Normaliza -> Mapeamentos para as regras, e a tela Saúde do pipeline (no grupo Visão geral) para a taxa de processamento.

Estágio 3 — Entregar

Depois de padronizado, o evento é avaliado por regras de roteamento e enviado aos destinos configurados. Esse é o estágio com mais flexibilidade:

  • Envio simultâneo a vários destinos. Um mesmo evento pode ser entregue, por exemplo, ao Wazuh e ao Splunk ao mesmo tempo.
  • Descarte intencional. Eventos de ruído podem ser descartados de propósito para controlar custo e volume, conforme as regras que você definir.
  • Rota padrão (catch-all). Todo evento que não se encaixa em nenhuma regra específica é enviado ao destino padrão (o Wazuh). Nenhum evento se perde por falta de uma regra.

Se um destino fica indisponível, os eventos não são perdidos: eles entram em uma fila de reenvio e são reenviados automaticamente quando o destino volta. Há também uma proteção contra destino instável, que reduz a pressão sobre um destino com falhas repetidas.

Onde acompanhar:

  • Menu Roteia -> Fluxo de dados (somente administrador) — visão completa do caminho dos eventos, dos fornecedores até cada destino, com volume ao vivo.
  • Menu Roteia -> Rotas (somente administrador) — as regras que decidem para onde cada evento vai.
  • Menu Roteia -> Destinos (somente administrador) — os destinos configurados e o status de cada um, incluindo a fila de reenvio.

Destinos suportados

O CentralOps entrega para vários tipos de destino. A configuração de cada um é feita na tela Roteia -> Destinos (somente administrador):

  • Wazuh Manager e outros receptores Syslog (este é o destino padrão)
  • Splunk
  • Elasticsearch
  • Microsoft Sentinel
  • Amazon S3 (data lake)
  • Apache Kafka
  • Arquivo / fluxo JSONL
  • OpenTelemetry (observabilidade)

Para os detalhes de roteamento e de cada destino, veja Roteamento e Destinos.

Além da coleta: análise em tempo real e correlação

Além de coletar, normalizar e entregar eventos, o CentralOps oferece ferramentas para buscar e correlacionar dados sem precisar reingerir:

Busca federada (Query)

Você pode buscar eventos ao vivo em múltiplas fontes de segurança ao mesmo tempo, sem recoleta. A plataforma fala diretamente com as APIs das integrações (Sophos, CrowdStrike, Microsoft Defender, Wazuh) e com o seu data lake S3 (se configurado), coletando resultados de cada uma em um diálogo estruturado.

Quando usar:

  • Investigar um incidente urgente sem esperar pela coleta agendada.
  • Correlacionar eventos de múltiplas fontes durante o mesmo período.
  • Consultar dados históricos guardados no data lake sem reimportar.

Onde usar: menu Detecta -> Busca federada.

Detecções: resultados interessantes da busca federada (ou triggers automáticos de regras de correlação) viram detecções — elementos que você triou como relevantes (aberto, confirmado, fechado). Cada detecção rastreia de qual fonte veio, a severidade, quantas vezes o padrão apareceu e por quanto tempo deve ser suprimida.

Onde ver: menu Detecta -> Detecções.

Correlação cross-source (Regras de correlação)

Você pode definir regras que procuram padrões em múltiplas fontes — por exemplo, "alertar se a mesma máquina aparecer em mais de 5 eventos do Sophos em 5 minutos". A correlação roda automática, em segundo plano, sobre os eventos coletados. Quando uma regra bate, uma detecção é gerada.

Hoje há suporte a correlação de limite (threshold): "X eventos com campo Y em janela de tempo Z". Correlações mais complexas (sequência, agregação) estão no roadmap.

Onde usar: menu Detecta -> Correlação.

Onde olhar quando algo está lento ou falhando

A tela Visão geral -> Saúde do pipeline é o primeiro lugar para diagnosticar problemas de fluxo. Ela mostra, em um só painel:

  • O status de cada integração (saudável, atenção, erro), a última coleta e a taxa de eventos por minuto.
  • O estado do processamento em segundo plano (online ou com atraso).
  • O acúmulo de eventos aguardando — quando algo cresce continuamente, é sinal de gargalo.

Use o quadro abaixo para identificar onde está o problema:

SintomaEstágio provávelOnde investigar
Eventos demoram a aparecer; acúmulo crescente na coletaColetaVisão geral -> Saúde do pipeline e Coleta -> Integrações
Eventos caindo em quarentenaNormalizaçãoNormaliza -> Quarentena
Muitos campos novos sinalizadosNormalizaçãoNormaliza -> Drift
Um destino não recebe; fila de reenvio crescendoEntregaRoteia -> Destinos e Roteia -> Rotas

Se o acúmulo continua crescendo mesmo sem nenhum erro nas telas acima, pode ser falta de capacidade no processamento em segundo plano. Esse dimensionamento é gerenciado pela equipe de infraestrutura — registre o que você viu na tela de Saúde do Pipeline e fale com o administrador da plataforma.

Acompanhamento e observabilidade

O CentralOps mostra o que está acontecendo de duas formas:

  • Dentro do produto. A tela Visão geral -> Saúde do pipeline reúne a vazão por destino, as tentativas de entrega (sucesso e falha) e o estado geral do pipeline. É o que você usa no dia a dia.
  • Integração com sua plataforma de observabilidade. O CentralOps também pode enviar métricas e rastreamento de eventos (do início ao fim do fluxo) para uma ferramenta externa, como Datadog, Grafana ou Honeycomb. Essa conexão é definida pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar habilitá-la ou alterá-la, fale com o administrador da plataforma.

Garantias do pipeline

  • Coletar duas vezes é seguro. Cada evento é identificado de forma única; coletas repetidas não geram duplicados.
  • Ordem preservada por integração. Dentro de uma mesma integração, os eventos mantêm a ordem temporal. Não há ordenação entre fornecedores diferentes.
  • Nenhuma perda silenciosa. Um evento que falha sempre aparece em uma tela: Quarentena (falha de validação), Drift (campos novos) ou na fila de reenvio (destino indisponível). Você sempre tem onde olhar.
  • Entrega confiável aos destinos. Em caso de falha de rede, um evento pode ser reenviado; os destinos eliminam eventuais duplicatas para que cada evento conte uma vez só.

Próximos passos


Nota: versão 1.7 (legado)

Em versões anteriores à 2.0, o CentralOps enviava eventos apenas para o Wazuh Manager. O caminho Sophos -> Normalizar -> Wazuh funcionava assim. A partir da 2.0, esse passou a ser apenas um dos fluxos possíveis: a rota padrão continua enviando tudo para o Wazuh, mas você pode adicionar outros destinos e regras de roteamento.