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Normalização (visão geral)

A normalização transforma os alertas que chegam de diferentes fornecedores de segurança em um formato único e padronizado. Cada fornecedor (Sophos, Wazuh, Microsoft Defender, etc.) usa nomes de campo e estruturas próprias; a normalização traduz tudo isso para um modelo comum, para que suas buscas, painéis e regras de resposta funcionem da mesma forma, não importa de onde o alerta veio.

No CentralOps, a normalização é a primeira etapa pela qual cada alerta passa antes de ser roteado e entregue aos seus destinos.

Coleta → Normalização → Roteamento → Destinos
(alertas (padroniza (decide para (SIEM, data
de qualquer o formato) onde enviar) lake, etc.)
fornecedor)

Quando usar

A normalização atua automaticamente em todo alerta que entra na plataforma. Você precisa olhar para ela — e ajustar um mapeamento — em situações como estas:

  • Você ativou um novo fornecedor (por exemplo, passou a coletar alertas do Sophos) e quer que esses alertas apareçam no seu SIEM já no formato padrão, sem precisar reescrever consultas manualmente para cada origem.
  • Um campo importante está vazio ou errado nos alertas de uma origem — por exemplo, o horário ou o título da detecção não chega como esperado — e você precisa corrigir como esse campo é lido.
  • Surgiram campos novos no que o fornecedor envia (uma atualização do produto dele adicionou informação) e você quer incorporá-los ao formato padrão para não perder esse dado.

Como funciona

Cada origem de alertas tem um mapeamento: um conjunto de regras que diz "pegue este dado do alerta original e coloque-o neste campo padrão". A plataforma aplica o mapeamento a cada alerta que chega e produz a versão padronizada.

O editor de mapeamento mostra as três coisas lado a lado: a amostra bruta que o fornecedor mandou, as regras que a traduzem e o envelope padronizado que sai do outro lado.

Editor de mapeamento com amostra, regras e envelope normalizado

O painel da esquerda traz amostras reais de eventos daquela origem, guardadas conforme o tráfego passa. Escolher uma dispara a simulação: o painel da direita mostra o resultado sem gravar nada, e o contador no topo diz quantas amostras passaram e quantas falharam. É assim que você confere uma regra antes de salvá-la.

Os mapeamentos têm três características importantes:

CaracterísticaO que significa para você
VisualVocê monta as regras pelas telas da plataforma, campo a campo, sem escrever código.
VersionadoCada vez que você salva, fica registrada uma nova versão no histórico, com a descrição do que mudou. Você pode comparar versões e voltar a uma anterior.
TestávelAntes de ativar uma versão, você pode testá-la contra alertas reais de exemplo e ver o resultado, sem afetar o que está em produção.

Onde fica na plataforma

Tudo relacionado a normalização está no grupo Normaliza do menu lateral:

TelaPara que serve
MapeamentosLista de mapeamentos. É aqui que você cria, edita e testa as regras de cada origem.
DriftMostra campos novos detectados nos alertas — informação que o fornecedor começou a enviar e que ainda não está no seu mapeamento.
QuarentenaAlertas que não puderam ser normalizados (por exemplo, um campo obrigatório veio ausente). Você pode investigar e reprocessá-los.

A tela que resume o andamento da normalização (volume processado, quanto foi para quarentena, qualidade dos mapeamentos) fica fora desse grupo, em Visão geral → Saúde do pipeline.

Criar ou ajustar um mapeamento

Pelo menu Normaliza → Mapeamentos:

  1. Abra ou crie o mapeamento. Clique em um mapeamento existente para editá-lo, ou crie um novo para a origem desejada.
  2. Monte as regras. Para cada informação que você quer no formato padrão, adicione uma regra apontando de qual campo do alerta original ela vem. A plataforma oferece transformações prontas para os casos comuns (converter formato de data, usar um campo alternativo quando o principal está ausente, definir um valor padrão, extrair listas de itens como IPs ou hashes).
  3. Teste antes de ativar. Use o teste do editor para rodar o mapeamento contra alertas reais de exemplo. O resultado mostra como ficaria o alerta padronizado e aponta regras que falhariam. Ajuste até ficar limpo.
  4. Salve a nova versão. Ao salvar, descreva o que mudou. Essa versão passa a valer para os próximos alertas e fica registrada no histórico.
tip

Quando a tela de Drift apontar um campo novo, você pode ir direto dele para o mapeamento correspondente, já com o campo pré-preenchido, e decidir se quer incorporá-lo.

O que acontece depois da normalização

Depois que um alerta é padronizado, ele segue automaticamente pelo restante do pipeline:

  1. Roteamento — a plataforma decide para qual(is) destino(s) o alerta deve ir, com base em condições que você configura. (Esta etapa fica em Roteia → Rotas, disponível para administradores.) Veja Saídas & Roteamento.
  2. Mascaramento de dados sensíveis — quando configurado, informações sensíveis (PII) podem ser mascaradas ou removidas antes da entrega, por rota. Veja Mascaramento de PII.
  3. Destinos — o alerta é entregue aos seus destinos: SIEMs, data lakes e outros. Veja Destinos disponíveis.

Nenhum alerta é perdido. Se um alerta não se encaixar em nenhuma regra de roteamento, ele cai numa rota de segurança que sempre o envia para um destino padrão. Esse destino padrão é definido pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar alterá-lo, fale com o administrador da plataforma.

Próximos passos