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Configuração da plataforma

A configuração do CentralOps é feita em telas separadas, cada uma com sua própria função: coleta de eventos, destinos de saída, regras de roteamento e identidade (login). Esta página explica o que cada tela faz e como o administrador opera por ela.

Público: somente administradores da plataforma. Todas as ações descritas aqui são feitas pela interface web — você nunca precisa de terminal nem de comandos.

Quando usar

  • Conectar um SIEM novo: você acabou de contratar um Splunk (ou Elastic, S3, Sentinel) e quer que os eventos comecem a chegar lá, sem parar o envio atual para o Wazuh.
  • Separar dados sensíveis: precisa mandar logs de endpoint para o time de detecção e, ao mesmo tempo, uma cópia anonimizada (sem PII) para um data lake, atendendo LGPD/GDPR.
  • Habilitar login corporativo: o SOC vai parar de usar senhas locais e passar a entrar com a conta Microsoft da empresa (Microsoft 365 / Entra).

Onde fica cada coisa

Não existe uma única tela "Configuração" que reúna tudo. Cada área tem seu próprio lugar no menu lateral:

O que você quer fazerOnde ir (menu lateral)
Configurar a coleta e o envio dos eventosColeta → Coletores
Cadastrar para onde os eventos vão (SIEM, lake, etc.)Roteia → Destinos
Definir as regras de quem recebe o quêRoteia → Rotas
Ver o fluxo dos dados ponta a pontaRoteia → Fluxo de dados
Configurar login corporativo (Microsoft)Administração → Configurações
Inspecionar ao vivo o que está entrando e saindo, evento a eventoAdministração → Configurações → Captura ao vivo

As telas Destinos, Rotas e Fluxo de dados só aparecem para administradores.

Coletores — coleta e envio

Na tela Coleta → Coletores você controla como o CentralOps recebe os eventos das integrações e como os entrega ao destino principal.

O que você pode ajustar por essa tela:

ParâmetroO que significa
Endereço e porta de saídaPara onde o fluxo principal é enviado (normalmente o seu Wazuh).
Conexão segura (TLS)Liga a criptografia no transporte dos eventos.
Modo de envioDireto (envio contínuo ao destino), arquivo local (grava em disco como reserva) ou ambos (redundância).
Tamanho do lote e intervaloQuantos eventos agrupar antes de enviar e de quanto em quanto tempo.
Remoção de duplicadosPor quanto tempo eventos idênticos são considerados repetidos e descartados.
Limites de taxa por fornecedorQuantos eventos por minuto cada integração (Sophos, Microsoft Defender, NinjaOne, etc.) pode enviar.

Estes parâmetros valem para a coleta como um todo. Para testar o caminho de saída (endereço, porta, TLS de um destino), use o botão Testar na tela de Destinos, que sonda o destino configurado.

Limites de taxa

Os limites de taxa por fornecedor têm um valor padrão definido pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar de um limite diferente, fale com o administrador da plataforma.

Destinos — para onde os eventos vão

Na tela Roteia → Destinos você cadastra cada lugar que vai receber os eventos. Um destino é uma saída: um SIEM, um lake, uma fila ou um coletor de observabilidade.

Tipos de destino disponíveis hoje:

TipoUso típico
Syslog (formato moderno ou legado)Enviar para SIEM ou concentrador que fala Syslog.
Arquivo JSON LinesGravar eventos em arquivo (local ou em S3).
SplunkEnviar via HTTP Event Collector do Splunk.
ElasticsearchIndexar via Bulk API.
Amazon S3 / MinIOArquivar em bucket de objeto.
Microsoft SentinelEnviar para a tabela do Sentinel.
Apache KafkaPublicar em um tópico Kafka.
OpenTelemetry (OTLP)Encaminhar logs/traces/métricas a um coletor OTel.

Como cadastrar um destino

  1. Vá em Roteia → Destinos e abra o formulário de novo destino.
  2. Escolha o tipo (Splunk, S3, etc.). Os campos mudam conforme o tipo.
  3. Preencha endereço, credenciais e demais opções.
  4. Use o botão de testar conexão — ele faz um envio de prova ao vivo, sem salvar.
  5. Salve quando o teste passar.

Credenciais ficam protegidas: tokens, chaves de API e segredos que você informa nunca são exibidos de volta na tela nem em registros. A tela mostra apenas um indicador de configurado / não configurado para você saber se a credencial já está salva.

Rota automática: ao criar um destino, o CentralOps gera automaticamente uma regra que envia tudo para ele. Você pode refinar essa regra depois na tela de Rotas.

Para detalhes de cada tipo de destino, veja Destinos.

Roteamento — quem recebe o quê

Na tela Roteia → Rotas você define as regras que decidem para quais destinos cada evento vai. As regras são avaliadas em ordem, de cima para baixo, e a primeira que combina vence.

Cada regra tem:

CampoO que faz
Ordem (prioridade)Define quem é avaliado primeiro.
CondiçãoO critério de combinação (ex.: por fornecedor, tipo de evento, IP de origem).
AçãoEnviar ao destino, descartar o evento, ou copiar para vários destinos (envio simultâneo).
DestinosA lista de destinos que recebem o evento quando a regra combina.
Parar ou continuarSe a regra encerra a avaliação ou deixa o evento seguir para as próximas (envio simultâneo a vários destinos).
Anonimização (PII)Mascarar, pseudonimizar ou remover campos sensíveis antes da entrega.

Rede de segurança (catch-all que você configura): o catch-all não é fixo em nenhum produto — você o define. Há duas formas, e qualquer destino (Elastic, S3, Splunk, Sentinel, syslog, Wazuh…) pode assumir o papel: uma regra pega-tudo (condição vazia, menor prioridade) ou marcar um destino como padrão. Se um evento não combina com regra alguma e não há catch-all configurado, ele não some nem vai para um destino oculto: cai na fila de reenvio (DLQ) com o motivo unrouted, visível e reprocessável depois que você criar a regra pega-tudo ou marcar um destino como padrão.

Caso de uso: cópia anonimizada para um lake

  1. Crie o destino do lake em Roteia → Destinos (por exemplo, um bucket S3).
  2. Em Roteia → Rotas, crie uma regra que copia os eventos de endpoint para esse destino.
  3. Na própria regra, ative a anonimização para mascarar os campos sensíveis (PII) antes da entrega.
  4. Os mesmos eventos continuam indo, íntegros, para o seu SIEM principal pela regra correspondente (ou pelo catch-all que você configurou como destino padrão).

Anonimização de PII: quando você ativa a anonimização, os campos sensíveis são mascarados antes de sair, atendendo LGPD/GDPR. A proteção é "à prova de falha": se a anonimização não puder ser aplicada com segurança, o evento não sai em texto puro — ele cai na regra final e segue íntegro apenas para o destino padrão. Se a tela recusar salvar uma regra com anonimização, é sinal de que esse recurso não está habilitado neste ambiente; nesse caso, fale com o administrador da plataforma.

Validar antes de aplicar

Antes de ativar uma regra nova, use o recurso de simulação na tela de Rotas: ele mostra para quais destinos um evento de exemplo iria, sem entregar de verdade. Se algo sair errado depois, a tela também permite reverter a última alteração.

Para mais detalhes, veja Roteamento, Simulação de roteamento e Anonimização de PII.

Identidade e login corporativo (Microsoft Entra)

Na tela Administração → Configurações o administrador habilita o login com a conta Microsoft da empresa (Microsoft 365 / Entra), no lugar de senhas locais.

O que você informa por essa tela:

CampoO que é
Identificador do tenant e do aplicativoOs dados do registro do CentralOps no Entra.
Segredo do aplicativoA credencial do app. Fica criptografada e nunca é exibida de volta — a tela mostra apenas configurado / não configurado.
Mapeamento de papéisQuais grupos do Entra viram administrador, engenheiro, etc. dentro do CentralOps.
Papel padrãoQual papel um usuário recebe se não cair em nenhum grupo mapeado.

Testar a conexão: a tela tem uma ação para validar a configuração com o Entra na hora, confirmando que tenant, aplicativo e segredo estão corretos antes de liberar o login para todos.

Como fica para o usuário: com o login corporativo habilitado, a tela de entrada passa a oferecer a opção "Entrar com Microsoft".

Sincronizar usuários do Entra: a importação automática de usuários a partir do Microsoft Entra está no roadmap e ainda não está disponível para uso geral. Por enquanto, gerencie contas em Administração → Usuários.

Captura ao vivo (diagnóstico de entrega)

Na aba Administração → Configurações → Captura ao vivo você grava, por uma janela definida, uma amostra do tráfego real que passa pelo pipeline. A sessão expira sozinha ao fim da janela — não fica gravando esquecida.

Para cada evento a tela mostra o payload como o fornecedor mandou e como está sendo entregue (já normalizado), além do desfecho: entregue, descartado por regra, sem rota, em quarentena — e também suprimido e amostrado para fora, que não aparecem nos contadores de evento da regra (Bateram / Enviados / Descartados) — deles só o volume agregado, em bytes, aparece no card Redução de volume & custo do Fluxo de dados. É o caminho para responder "por que esse evento não chegou no meu SIEM?" sem depender de log de servidor.

A sessão pode ser baixada em CSV ou NDJSON, com os dados pessoais mascarados por padrão. A tela e a exportação são exclusivas do administrador.

Detalhes de uso, limites e privacidade em Captura ao vivo.

Segredos e criptografia (visão do administrador)

O CentralOps guarda todas as credenciais sensíveis (tokens de destino, segredos de SSO) criptografadas. Você não gerencia chaves de criptografia pela interface — o que você vê nas telas é apenas o indicador de configurado / não configurado ao lado de cada credencial, mostrando se ela já foi salva com segurança.

A escolha do mecanismo de criptografia (cofre local ou um serviço de chaves corporativo como o HashiCorp Vault) e a chave-mestra da plataforma são definidas pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Não há, e não deve haver, opção de "rotacionar chave-mestra" na interface — isso é uma operação de infraestrutura.

nota

A configuração de criptografia, da chave-mestra da plataforma e do cofre de segredos é definida pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar alterá-la, fale com o administrador da plataforma.

Sessão e segurança de acesso

O tempo de expiração da sessão (logout por inatividade), as proteções de cookie e o bloqueio temporário após várias tentativas de login falhas são definidos pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Não há ajuste dessas opções pela interface.

nota

Estas configurações são definidas pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar alterá-las, fale com o administrador da plataforma.

Problemas comuns

SintomaO que verificar pela interface
Um destino não está recebendo eventosEm Roteia → Rotas, confirme se existe uma regra que envia para esse destino e se ela está ativa. Use a simulação para ver para onde um evento de exemplo iria.
Não consigo salvar uma regra com anonimização de PIIEsse recurso não está habilitado neste ambiente. Fale com o administrador da plataforma.
O teste de conexão de um destino falhaConfira endereço, porta e credenciais no formulário do destino. Use o botão de testar conexão para repetir a prova.
O login com Microsoft não aparece na tela de entradaEm Administração → Configurações, confirme que a identidade está habilitada e que o teste de conexão com o Entra passou.
A plataforma está fora do ar ou retornando erros internosIsso indica um problema de infraestrutura. Fale com o administrador da plataforma.

Próximos passos