Saltar al contenido principal

Evento foi para o destino errado (ou nenhum)

O roteamento decide, regra a regra, para quais destinos cada evento vai — ou se ele é descartado. Quando um evento chega ao destino-padrão de segurança em vez do destino que você esperava, vai parar no lugar errado, é descartado sem querer ou simplesmente some, quase sempre a causa está em uma regra de roteamento: a regra está inativa, a condição não bate com o evento, ou a ordem de prioridade está atrapalhando.

Esta página é um guia de diagnóstico por sintoma. Para entender como o roteamento funciona como um todo (prioridade, regras exclusivas, descarte, percentual gradual), veja antes Roteamento por regra.

Tela só de administrador

As telas de Rotas, Destinos e Fluxo de dados ficam no grupo Roteia do menu e só aparecem para administradores da plataforma. Se você não as vê, peça a um administrador para conduzir os passos abaixo.

Quando usar​

  • Alerta sumiu do SIEM caro. Você espera que eventos críticos da Sophos cheguem ao Sentinel, mas a equipe de plantão não os encontra lá — eles estão caindo no destino-padrão de segurança e ninguém os vê na ferramenta certa.
  • Custo do data lake disparou. Uma regra que deveria descartar fluxos de rede ruidosos parou de bater, ou uma regra nova manda eventos demais a um destino que cobra por volume.
  • Criei uma regra e ela nunca dispara. Você montou uma regra para um caso específico, mas o contador "Bateram" fica em zero, ou a tela marca a regra como inalcançável.
  • Eventos chegam a destinos a mais do que o esperado. Um mesmo evento aparece duplicado em vários destinos porque mais de uma regra o está pegando.
  • O volume caiu e nenhum contador explica. Os eventos somem sem aparecer em "Descartados" e não há nenhuma regra de descarte que bata neles.

Antes de começar: o que significa cada situação​

SituaçãoO que está acontecendo na prática
Evento cai no destino-padrão de segurançaO evento foi processado e não se perdeu, mas não passou por nenhuma regra específica. Ele não recebeu o enriquecimento, o mascaramento nem o destino que você configurou — o que pode causar alertas perdidos ou dados incompletos no SIEM de destino.
Evento vai para o destino erradoUma regra está batendo no evento quando não deveria, ou a ordem de prioridade fez outra regra "pegar" o evento primeiro.
Evento foi descartadoUma regra com ação Descartar bateu no evento e o apagou. Pode ser intencional (corte de ruído) ou um efeito colateral de uma condição ampla demais.
Evento sumiu e nada em "Descartados" explicaA supressão ou a amostragem da rota apagou o evento sem que nenhuma regra de descarte estivesse envolvida. Nenhuma das duas entra no contador "Descartados". Veja o Sintoma 5.
Regra aparece como inalcançávelUma regra de prioridade maior já cobre todos os casos dessa regra, que por isso nunca chega a ser avaliada.

Para tudo que é casamento de condição e destino, a ferramenta principal de diagnóstico é a simulação ("dry-run") na tela de Roteamento: ela testa as regras contra eventos recentes e mostra, sem salvar nada, para onde cada evento iria. Para saber o desfecho real de um evento — inclusive quando ele foi suprimido ou amostrado para fora — a ferramenta é a captura ao vivo, porque a simulação não reproduz essas etapas.


Sintoma 1: evento cai no destino-padrão em vez da regra específica​

Diagnóstico​

Vá a Roteia -> Rotas e siga, na ordem:

  1. A regra está ativa? Localize a regra na lista e confira o status. Se estiver inativa, regras inativas são puladas na avaliação — esse já é o motivo. Pule para a ação 1A.
  2. A regra está batendo no evento? Use a simulação ("dry-run") com eventos recentes. Para o evento que você esperava rotear, veja o resultado:
    • Se a simulação mostra o evento indo para o seu destino, a regra está OK — o problema pode ser no destino (veja Próximos passos).
    • Se a simulação mostra o evento caindo no destino-padrão, a condição não casou. Continue no passo 3.
  3. A condição corresponde ao evento real? Abra a regra e compare a condição com as características do evento que a simulação mostrou. Os enganos mais comuns:
    • A condição espera um fornecedor (por exemplo, Sophos) e o evento é de outro fornecedor.
    • A condição exige uma severidade mínima (por exemplo, ≥ 4) e o evento tem severidade menor, então não passa.
    • A condição usa um campo com valor escrito diferente do que o evento traz.

Ações​

1A. Reativar a regra​

Na lista de Roteia -> Rotas, mude o status da regra para ativa. Depois, rode a simulação novamente com eventos recentes e confirme que o evento agora vai para o destino certo antes de considerar resolvido.

1B. Corrigir a condição​

Abra a regra e ajuste a condição para que ela bata no evento que você quer rotear — por exemplo, incluir o fornecedor correto, baixar o limite de severidade, ou aceitar mais de uma geografia de dados. A condição é validada enquanto você digita, então campos ou operadores inválidos são apontados na hora.

Depois de salvar, rode a simulação outra vez para confirmar que o evento passou a ser roteado como esperado. Toda alteração fica registrada no histórico da regra.


Sintoma 2: a regra existe mas nunca é usada (inalcançável)​

Diagnóstico​

As regras são avaliadas da menor prioridade para a maior. Se uma regra anterior é exclusiva (faz a avaliação parar no primeiro acerto) e a condição dela já cobre todos os casos da sua regra, a sua regra nunca chega a ser avaliada.

  1. Em Roteia -> Rotas, veja se a sua regra está marcada como inalcançável na lista.
  2. Olhe a lista na ordem de prioridade e procure uma regra anterior, exclusiva, cuja condição seja mais ampla e "engula" os eventos da sua regra. Exemplo: uma regra exclusiva de prioridade alta que pega "todo evento da Sophos" vai sempre cobrir uma regra posterior só para "Sophos com severidade 5".

Ações​

2A. Reordenar as regras​

Na lista de Roteia -> Rotas, arraste a sua regra para uma posição anterior à da regra que a estava bloqueando. As prioridades são reajustadas automaticamente conforme você reordena. Em seguida, confirme que a marca de inalcançável desapareceu.

O catch-all (destino-padrão de segurança) é configurado por você: uma regra pega-tudo (condição vazia, menor prioridade) ou um destino marcado como padrão. Se não houver catch-all, eventos não-roteados não somem — vão à DLQ com o motivo unrouted (visíveis e reprocessáveis). Se existir uma regra pega-tudo, mantenha-a como a última (menor prioridade) para não sombrear as demais.

2B. Tornar a regra bloqueadora não exclusiva​

Se não fizer sentido reordenar, abra a regra que estava bloqueando e marque-a como não exclusiva. Assim, depois de enviar o evento ao destino dela, a avaliação continua para as próximas regras — incluindo a sua. Use isso quando você quer que o mesmo evento chegue a mais de um destino (envio simultâneo).


Sintoma 3: o evento é enviado a destinos demais (duplicado)​

Diagnóstico​

Um evento chega a vários destinos quando mais de uma regra bate nele e nenhuma dessas regras é exclusiva — ou seja, cada uma envia para o seu destino e deixa a avaliação seguir.

  1. Em Roteia -> Rotas, abra a regra suspeita e confira se ela está marcada como não exclusiva.
  2. Rode a simulação com eventos recentes e veja, para o evento em questão, quantos destinos ele recebe. Se forem mais do que você quer, há regras sobrepostas batendo no mesmo evento.

Ações​

3A. Tornar a regra exclusiva​

Se apenas uma regra deve processar o evento, abra-a e marque-a como exclusiva. A avaliação passa a parar nela, e o evento vai para um único destino. Confirme com a simulação que o evento agora recebe só o destino esperado.

3B. Afinar as condições para evitar sobreposição​

Se o envio simultâneo é desejado, mas algumas regras erradas estão batendo, mantenha as regras não exclusivas e restrinja a condição de cada uma para que não se sobreponham. Por exemplo, uma regra só para um fornecedor e outra só para outro fornecedor nunca batem no mesmo evento; já duas regras por faixa de severidade que se cruzam (uma "≥ 4" e outra "≥ 3") vão pegar o mesmo evento ao mesmo tempo.


Sintoma 4: o evento é descartado sem querer​

Diagnóstico​

O contador Descartados conta uma coisa só: eventos apagados por uma regra com ação Descartar. Se o número está maior do que você espera, a causa está na condição de alguma dessas regras.

  1. Em Roteia -> Rotas, procure regras com ação Descartar e confira a condição de cada uma.
  2. Rode a simulação com eventos recentes e veja quantos eventos estão sendo descartados. Se for mais do que o esperado, identifique qual regra de descarte está batendo nos eventos que você quer preservar comparando a condição dela com as características desses eventos.
  3. Para ter o panorama de quais regras mais descartam, use Roteia -> Fluxo de dados.

Se nenhuma regra de descarte bate nos eventos que sumiram, esse contador não vai explicar nada — o corte veio de outra alavanca. Vá para o Sintoma 5.

Ações​

  • Desativar a regra de descarte se ela não deveria estar agindo: mude o status para inativa na lista de Roteia -> Rotas.
  • Afinar a condição se o descarte é válido, mas amplo demais: abra a regra e restrinja a condição para que ela pegue só o ruído que você realmente quer cortar (por exemplo, apenas a fonte ruidosa, com a severidade mais baixa).

Em ambos os casos, rode a simulação depois e confirme que a contagem de descartados voltou ao esperado.


Sintoma 5: o volume caiu e não há regra de descarte​

Diagnóstico​

Duas alavancas de redução de custo apagam eventos sem que nenhuma regra de descarte esteja envolvida — e nenhuma das duas aparece no contador Descartados:

AlavancaO que fazO que aparece nos contadores da rota
SupressãoLimita quantos eventos com a mesma assinatura passam por janela de tempoRoda antes do roteamento: o evento suprimido não entra em Bateram, nem em Enviados, nem em Descartados. Some das três contagens ao mesmo tempo
AmostragemDeixa passar só uma fração dos eventos da rotaNada. O casamento é contado antes da amostragem, então o evento amostrado para fora continua somando em Bateram e em Enviados, como se tivesse sido entregue
Os contadores da rota não denunciam nenhuma das duas

Não existe um padrão de barras que revele o problema — nem "Bateram alto com Enviados baixo", nem nada parecido. Numa regra de encaminhamento, Enviados é sempre igual a Bateram, com ou sem amostragem. Não perca tempo procurando o sinal no gráfico: vá direto para a captura ao vivo (passo 4).

Siga nesta ordem, em Roteia -> Rotas, abrindo a rota suspeita:

  1. Olhe Permitidos por janela (suppress_allow). Zero significa supressão desligada — é o padrão de fábrica de toda rota. Qualquer valor maior que zero quer dizer que só essa quantidade de eventos com a mesma Chave de supressão (suppress_key) passa a cada janela (30 segundos por padrão); o resto é apagado. Anote também qual é a chave configurada — é ela que decide o que a plataforma considera "o mesmo evento". A primeira ocorrência de cada assinatura sempre passa.
  2. Olhe Amostragem %. 100 mantém tudo. Abaixo disso, só essa fração dos eventos que batem na regra chega aos destinos.
  3. Não espere resposta de nenhum contador da tela. "Descartados" só conta o que uma regra com ação Descartar apagou. A supressão e a amostragem existem como métricas OpenTelemetry/Prometheus (collector_suppressed_total e collector_events_dropped_total{reason="sample"}), fora da interface — nenhuma tela e nenhuma API do CentralOps lê esses números. Se você não coleta essas métricas, o passo 4 não é alternativa: é o único caminho.
  4. Confirme evento a evento na captura ao vivo. É a tela que mostra os desfechos Suprimido e Amostrado para fora por evento, com o identificador da rota responsável ao lado. É a evidência que fecha o diagnóstico.
A simulação não simula supressão nem amostragem

O dry-run da tela de Roteamento avalia só o casamento de condição e o destino. Ele não aplica supressão, não aplica amostragem e não aplica o descarte do evento bruto. Uma rota pode passar limpa na simulação e mesmo assim estar descartando quase todo o tráfego em produção. Para desfecho real de evento, use a captura ao vivo.

Ações​

Mitigação imediata, da mais cirúrgica para a mais ampla:

O que fazerEfeitoOnde
Zerar Permitidos por janela (suppress_allow)Desliga a supressão só nessa rotaRoteia -> Rotas, na própria rota
Religar Proteger detecção (protect_detection)A rota volta a nunca ser amostrada, suprimida nem ter o evento bruto descartadoRoteia -> Rotas, na própria rota
Pedir ao administrador REDUCTION_SUPPRESS_ENABLED=falseKill-switch de ambiente: desliga a supressão em todas as rotas de uma vezVariável de ambiente, definida no deploy

Prefira as duas primeiras: são por rota, valem para os eventos novos assim que você salva, e você mesmo faz. O kill-switch de ambiente serve para quando a queda é ampla e você precisa estancar antes de descobrir qual rota é a culpada — e ele precisa do administrador da plataforma.

Proteger detecção nasce ligada em toda rota nova, e enquanto estiver ligada nenhuma dessas alavancas age. Se ela foi desligada em algum momento, essa é a mudança que abriu a porta para a queda de volume — confira o histórico da rota.

Uma ressalva: a proteção não alcança a agregação. A agregação é opt-in por destino (na política de entrega dele), não por rota, e segue valendo mesmo numa rota protegida — se o volume caiu e o destino tem agregação configurada, essa é uma pista separada.

O risco de uma chave de supressão grossa demais​

A Chave de supressão só aceita labels de roteamento: vendor, platform, organization_id, severity_id, stream, event_type, integration_id, customer_id, data_geography e detection_matched. Um campo do log (src_ip, user, dst_ip) é recusado com erro de validação — não é possível suprimir "por IP de origem".

Quanto menos labels na chave, mais eventos diferentes colapsam na mesma assinatura. Uma chave só com vendor trata todo o tráfego daquele fornecedor como se fosse um evento repetido: com Permitidos por janela em 5, passam 5 eventos a cada 30 segundos para o fornecedor inteiro, e todo o resto é apagado. Componha a chave com labels suficientes para separar de fato o ruído repetido do sinal.

No extremo, se nenhum label da chave resolver no evento, a assinatura não identifica nada e agrupar por ela seria idêntico a "descarte tudo". Nesse caso a plataforma ignora a supressão e registra um aviso no log do serviço, dizendo que a suppress_key não resolveu nenhum label. Esse aviso é o único sinal — ele não aparece em nenhuma tela. Se você suspeita de uma chave mal montada, peça ao administrador para procurá-lo no log.


Sintoma 6: só parte das cópias do evento chega (migração gradual)​

Diagnóstico​

Uma regra pode estar configurada para se aplicar a só uma parte dos eventos (percentual gradual). Nesse caso, apenas essa fração dos eventos que batem na regra vai para os destinos dela; o restante "cai" para a próxima regra ou para o destino-padrão. Isso é o esperado durante uma migração de destino feita com segurança.

Em Roteia -> Rotas, abra a regra e veja o percentual gradual configurado. Se estiver, por exemplo, em 10%, só 10% dos eventos seguem por essa regra — o que é normal no começo de uma migração.

Ação​

Se a migração já deve estar completa, suba o percentual gradualmente até 100%:

  1. Comece em 10% e acompanhe por 1–2 dias.
  2. Suba para 50% e observe.
  3. Conclua em 100%.

Como o tratamento é determinístico, um mesmo evento sempre recebe a mesma decisão, então a transição é estável. Acompanhe o gráfico da regra (contagens Bateram / Enviados / Descartados) para confirmar que os eventos estão fluindo.


Prevenção​

Antes de salvar uma regra nova, confira na própria tela de Roteia -> Rotas:

  • A condição é válida? A tela valida enquanto você digita. Use a simulação com eventos recentes antes de salvar.
  • O destino existe? Selecione o destino na lista de destinos disponíveis da regra, em vez de digitar nomes à mão.
  • A ordem de prioridade está clara? A lista mostra as regras na ordem de avaliação; arraste para ajustar.
  • Você não quer envio simultâneo? Marque a regra como exclusiva.
  • Está migrando aos poucos? Comece com o percentual gradual em 10%.
  • Vai mexer em supressão ou amostragem? Deixe Proteger detecção ligada em qualquer rota que alimente detecção, e não confie na simulação para conferir o efeito — ela não roda essas etapas. Suba Permitidos por janela a partir de um valor alto e acompanhe o volume no destino.

Monitoramento contínuo​

  • Acompanhe o gráfico de cada regra (contagens Bateram / Enviados / Descartados) na tela de Roteia -> Rotas. Lembre-se de que nem supressão nem amostragem entram em "Descartados" — e a supressão não entra em nenhuma das três. Para enxergá-las, use a captura ao vivo.
  • Para a visão de ponta a ponta — vazão por destino, regras que mais descartam e o desenho do fluxo entre integrações e destinos — use Roteia -> Fluxo de dados.
  • Toda alteração de regra fica registrada no histórico (quem, quando e o quê). Se uma mudança recente causou o problema, você pode abrir o histórico da regra e restaurar uma versão anterior. Ao restaurar, o sistema revalida a regra — destinos (um destino pode ter sido apagado nesse intervalo), a especificação de redação de PII e a chave de supressão. Se a versão antiga tiver uma chave de supressão inválida, a restauração é recusada em vez de reativar uma rota quebrada.

Quando escalar​

Se o problema continuar depois dos passos acima, acione o administrador da plataforma com estas evidências, todas obtidas na UI:

  • O resultado da simulação ("dry-run") com eventos recentes, mostrando para onde os eventos estão indo.
  • O histórico da regra envolvida.
  • A descrição do que você esperava versus o que observou (destino esperado x destino real).
  • Se o caso for volume que sumiu, a exportação da captura ao vivo (CSV ou NDJSON) com os desfechos por evento — é a única evidência que distingue "suprimido" de "amostrado para fora" de "nunca chegou". A captura é uma tela de administrador.

O catch-all (destino-padrão de segurança) é configurável na própria UI: uma regra pega-tudo (condição vazia) ou um destino marcado como padrão — qualquer destino pode assumir esse papel. Sem catch-all configurado, eventos não-roteados vão à DLQ com o motivo unrouted (visíveis e reprocessáveis — veja Destino com problemas de entrega). Outros ajustes de base do encaminhamento são definidos pela infraestrutura no deploy; se precisar alterá-los, fale com o administrador da plataforma.

Próximos passos​