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CrowdStrike Falcon

Conecte o CrowdStrike Falcon ao CentralOps para coletar automaticamente as detecções de endpoints da sua organização. Além da coleta contínua, você pode rodar consultas FQL ao vivo direto nas suas integrações do Falcon, sem deixar o CentralOps.

Quando usar

  • Centralizar detecções do Falcon no SOC. Traga os alertas de malware e comportamento suspeito do CrowdStrike para o CentralOps e analise-os ao lado das demais fontes, sem precisar abrir o console Falcon para cada detecção.
  • Rodar buscas FQL ao vivo no Falcon. Quando você precisa investigar um indicador (hash, IP, domínio), lance uma consulta FQL diretamente do CentralOps, alcançando os alertas mais recentes do Falcon sem esperar a próxima coleta automática.
  • Correlacionar ameaças entre fornecedores. Cruze as detecções do CrowdStrike com eventos de Sophos, Wazuh e outras integrações para investigar um incidente de ponta a ponta.
  • Encaminhar para SIEM e resposta. Depois de coletados, os eventos do Falcon seguem pelas regras de roteamento para os seus destinos (SIEM, data lake, automação de resposta).

Quem pode fazer o quê

  • Administrador da plataforma: cria e edita a integração (menu Coleta -> Integrações).
  • Operador ou superior: rodam consultas FQL ao vivo (menu Detecta -> Busca federada).
  • Demais perfis: visualizam os alertas já coletados (tela Detecta -> Queries salvas).

Pré-requisitos

Antes de começar, garanta que você tem:

  • Acesso de administrador no CrowdStrike Falcon da sua organização, para gerar as credenciais de API.
  • Acesso de administrador no CentralOps, para criar a integração.
  • A região correta do seu tenant Falcon (US-1, US-2, EU-1 ou Government).

Passo 1: Criar uma chave de API no Falcon

Estas etapas são feitas no console do Falcon, não no CentralOps.

  1. Acesse o CrowdStrike Falcon (https://falcon.crowdstrike.com ou a URL da sua região).

  2. No menu, vá para Support & resources → API Clients & Keys (ou similiar, dependendo da versão).

  3. Clique em Add API Client para criar uma nova chave.

  4. Preencha os dados:

    • Client name: um nome descritivo, por exemplo CentralOps.
    • Description: opcional, para lembrar o propósito.
  5. Conceda apenas as permissões necessárias (princípio do menor privilégio):

    Permissão no FalconPara que serve
    alerts:readObrigatória — permite coletar detecções.
  6. Clique em Add para confirmar.

  7. O Falcon exibe o Client ID e o Client Secret.

    Copie o Client Secret na hora

    O Client Secret é mostrado uma única vez. Copie e guarde em local seguro (um gerenciador de senhas, por exemplo). Se você perder, será preciso gerar uma nova chave.

Passo 2: Identificar sua região

Você vai precisar da base URL region-aware ao criar a integração. Identifique pela URL que você usa para acessar o Falcon:

Sua URL ou regiãoBase URL para o CentralOps
https://falcon.crowdstrike.com (padrão US)https://api.crowdstrike.com
https://falcon.us-2.crowdstrike.com (US-2)https://api.us-2.crowdstrike.com
https://falcon.eu-1.crowdstrike.com (EU-1)https://api.eu-1.crowdstrike.com
https://falcon.laggar.gcw.crowdstrike.com (Government)https://api.laggar.gcw.crowdstrike.com

Anote a URL correta para usar no próximo passo — usar a URL errada resultará em erro de autenticação.

Passo 3: Criar a integração no CentralOps

  1. No menu lateral, vá em Coleta -> Integrações.

  2. Clique para adicionar uma nova integração.

  3. Escolha CrowdStrike Falcon na lista de plataformas e avance.

  4. Preencha os campos do formulário:

    CampoO que informar
    NomeUm nome para identificar esta conexão, por exemplo "CrowdStrike - Acme Corp".
    Client IDO Client ID gerado no Passo 1.
    Client SecretO Client Secret gerado no Passo 1.
    Base URL (região)A URL region-aware do Passo 2.
  5. Use a opção de testar a conexão. O CentralOps valida as credenciais e confirma acesso à API. Se aparecer um erro, confira:

    • Client ID ou Client Secret digitados incorretamente (copie novamente).
    • Base URL errada para sua região.
    • Falta da permissão alerts:read no Falcon.
  6. Salve a integração. As credenciais são armazenadas de forma criptografada e a integração entra no estado de aguardando a primeira coleta.

Passo 4: Acompanhar a primeira coleta

A primeira coleta acontece automaticamente, poucos minutos depois de salvar. Acompanhe o status na própria tela da integração, em Coleta -> Integrações.

Quando houver detecções recentes no Falcon:

  • O status da integração muda para ativo e o indicador de saúde fica verde.
  • Os eventos ficam pesquisáveis no destino para onde suas rotas os enviam.

Se nada aparecer depois de alguns minutos, veja a seção Solução de problemas abaixo.

Passo 5 (opcional): Rodar consultas FQL ao vivo

Se você precisa investigar um indicador específico ou procurar eventos mais recentes sem esperar a próxima coleta automática:

  1. No menu, vá em Detecta -> Busca federada (disponível para Operador ou superior).

  2. Selecione CrowdStrike Falcon como a integração.

  3. Escolha o intervalo de tempo (até 7 dias).

  4. Escreva sua consulta em FQL (Falcon Query Language). Exemplos:

    • event_type:ProcessRollup2 — todos os eventos de processo.
    • event_type:ProcessRollup2 AND process_name:cmd.exe — eventos cmd.exe.
    • event_type:NetworkListenIP4 AND local_port:4444 — conexões na porta 4444.
  5. Clique em Buscar e acompanhe o progresso. Os resultados chegam em tempo real.

Ajuda com FQL

Para aprender a sintaxe completa de FQL, consulte a documentação oficial do CrowdStrike.

O que é coletado

Cada alerta do CrowdStrike chega ao CentralOps com informações como:

InformaçãoExemplo
Identificador do alertacrowdstrike-alert-123
Nível de severidadeAlto, Médio, Baixo
Tipo de detecçãoPrevenção de malware, Exploit, Comportamento suspeito
Processo/serviço envolvidosvchost.exe, powershell.exe
Host de origemworkstation-01
Endereço IP de origem192.168.1.100
Timestamp2026-04-27T10:00:00Z

O CentralOps converte esses dados para o formato padronizado da plataforma, de modo que os alertas do Falcon podem ser pesquisados e correlacionados com as demais fontes. Se algum campo não puder ser convertido, o evento vai para a Quarentena (menu Normaliza -> Quarentena), onde você pode revisar e reprocessar.

Capacidades de consulta

A integração CrowdStrike suporta:

CapacidadeSuporte
Dialeto FQLSim — consultas ao vivo direto na API do Falcon.
Janela máxima7 dias — o Falcon não retorna alertas mais antigos que isso.
Modo de execuçãoSíncrono — a resposta chega em poucos segundos.

Para rodar uma consulta, acesse Detecta -> Busca federada e selecione CrowdStrike como integração.

Solução de problemas

SintomaCausa provávelO que fazer
Erro de credenciais inválidas ao testar a conexãoClient ID ou Client Secret incorretos, ou expiradosGere uma nova chave no Falcon, apague a antiga e atualize os valores na integração do CentralOps (Coleta -> Integrações). Teste a conexão de novo.
Erro de autenticação ao testar (HTTP 401 ou 403)Base URL errada para a sua regiãoConfira em qual URL você acessa o Falcon (falcon.crowdstrike.com, falcon.us-2, falcon.eu-1, etc.) e coloque a base URL correspondente no Passo 2.
Nenhum evento aparecendoO Falcon não tem detecções recentes, ou o evento foi para a quarentenaConfirme no console Falcon se há detecções recentes. Se houver, aguarde alguns minutos. Se ainda assim nada aparecer em Detecta -> Queries salvas, verifique a tela Normaliza -> Quarentena.
Volume de eventos muito baixoO Falcon está limitando as requisições de API (rate limit)Abra Visão geral -> Saúde do pipeline e veja a integração do CrowdStrike para confirmar o limite de taxa. O intervalo de coleta é definido pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar ajustá-lo, fale com o administrador da plataforma.
Consulta FQL retorna erro "Invalid filter"Sintaxe FQL inválidaConfira a documentação oficial de FQL ou reduza a complexidade (tente event_type:ProcessRollup2 antes de filtros mais complexos).

Streams disponíveis

A integração do CrowdStrike coleta um tipo de dado:

Tipo de dadoDescriçãoNecessário?
DetecçõesAlertas de malware, exploits, comportamento suspeito e outras ameaças.Obrigatório

A frequência de coleta é definida pela equipe de infraestrutura no momento do deploy. Se precisar alterá-la, fale com o administrador da plataforma.

Próximos passos