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Captura ao vivo

A captura ao vivo grava, por um tempo determinado, uma amostra do tráfego que passa pelo pipeline — e mostra, para cada evento, como ele chegou, no que foi transformado e onde terminou. É a ferramenta para responder "por que esse evento não chegou no meu SIEM?".

Diferente das telas de métrica, que mostram números agregados, aqui você vê o evento em si.

Quando usar

  • Um evento não apareceu no destino e você precisa descobrir em que ponto ele parou.
  • Você acabou de criar ou alterar uma regra de mapeamento e quer conferir o resultado com tráfego real.
  • Está integrando um fornecedor novo e quer ver o formato exato do que ele manda.
  • Precisa mandar um exemplo real para o suporte do fornecedor ou anexar num chamado.

Como iniciar

Vá em Configurações → Captura ao vivo.

  1. Escolha a organização (administradores globais precisam nomeá-la).
  2. Opcionalmente, filtre por fornecedor para gravar só o tráfego dele.
  3. Defina a duração. A sessão expira sozinha — não fica gravando esquecida.
  4. Inicie. Os eventos aparecem conforme o tráfego passa.
A janela precisa alcançar uma coleta

Os eventos só aparecem quando houver coleta na janela. Se o fornecedor é consultado a cada 5 minutos, uma captura de 1 minuto pode terminar vazia sem que nada esteja errado. A tela distingue "sessão ativa e nada aconteceu" de "houve tráfego" para você não confundir os dois casos.

O que a tela mostra

Cada linha é um evento, com o desfecho — o que de fato aconteceu com ele:

DesfechoSignificado
EntregueSaiu para o destino. Uma linha por destino.
Falha na entregaChegou ao envio mas o destino recusou, estava fora do ar ou o disjuntor estava aberto.
DescartadoUma regra de roteamento com ação Descartar apagou o evento. A linha mostra qual regra.
Sem rotaNenhuma regra casou e não havia destino padrão — foi para a fila de reenvio.
Amostrado para foraA amostragem da regra economizou este evento.
SuprimidoO rate-limit por assinatura da regra economizou este evento.
Em quarentenaFoi retido na normalização (mapeamento ausente, campo obrigatório faltando, OCSF inválido).
Bloqueado por residênciaO par evento/destino foi excluído por conflito de residência de dados.
Loop bloqueadoEvento de fonte Wazuh que voltaria ao próprio manager.

Esse é o valor central da tela: antes dela, tudo que era coletado mas não entregue ficava invisível, e "não capturei nada" era indistinguível de "morreu no meio do caminho".

Ver a transformação (a trajetória do evento)

Clique em Inspecionar numa linha. Além do payload daquele registro, o painel monta a trajetória: os registros de todos os estágios do MESMO evento, em ordem de pipeline.

EstágioO que o payload é
ColetadoO bruto do fornecedor, antes de qualquer normalização.
RoteadoO envelope depois de normalizar, antes das transformações por destino.
EntregueO que de fato saiu, por destino — depois de redação de PII, descarte de bruto e agregação.

Isso existe porque o mesmo evento aparece com três normalizações diferentes na lista, e antes nada as distinguia. Comparar um registro "em quarentena" com um "entregue" era comparar coisas incomparáveis.

O que a tela admite (e por quê)

Não é bit a bit

"Coletado" é o objeto depois do parse, não os bytes do fio. Para as fontes que buscamos por API, o payload é desserializado no coletor: espaçamento, ordem das chaves e escapes do fornecedor deixam de existir antes de qualquer ponto do pipeline. Dois coletores ainda pré-processam o payload (o do Wazuh desembrulha o resultado do índice; o do CloudWatch injeta campos). O único caminho onde os bytes exatos existem é a ingestão por push.

O "coletado" pode não estar mais lá

Ele é o registro mais antigo da trajetória e, portanto, o primeiro a sair quando o anel de retenção enche. A tela diz isso explicitamente em vez de mostrar um painel vazio — painel vazio seria lido como "o fornecedor não mandou nada".

Registros pré-entrega não passaram pela redação de PII

A redação é configurada por rota, e ela também alcança o bloco bruto. Um evento descartado, amostrado para fora ou suprimido aparece aqui em claro — inclusive o que o destino teria recebido redigido. Esses registros levam a etiqueta "PII não redigida".

Com agregação, o evento individual não existe no destino

Quando um destino tem agregação ligada, o lote é colapsado em métricas sintéticas antes de sair. O evento original não é entregue individualmente, e nenhum recurso da captura recupera isso. O registro é marcado como agregado.

Como saiu no fio

Quando a sessão é iniciada com a opção de wire, o registro de entrega carrega o payload formatado para aquele destino — com um nível de fidelidade, porque "o que o formatador produz" não é o byte entregue para todos os destinos:

NívelSignificado
ExatoÉ o payload por evento. A nota diz qual é o empacotamento do lote em volta.
Não determinísticoSyslog: carimbo de tempo, hostname e PID são recalculados a cada envio — a linha exibida nunca será idêntica à entregue.
ParcialFalta um pedaço com significado (a linha de ação do _bulk, que define a idempotência; o envelope de requisição do OTLP).
Sem representação por eventoO destino grava o lote inteiro comprimido ou colunar (S3, Security Lake). Não existe wire por evento, então não há prévia — mostrar um fragmento induziria à comparação errada.

Exportar o que foi capturado

Os botões Exportar CSV e NDJSON baixam a sessão inteira.

  • CSV — abre direto no Excel. Uma linha por evento, com colunas de desfecho, rota, destino, estágio, identificador do evento e nível de fidelidade do wire. As colunas originais mantêm a ordem: planilhas e scripts que já consomem o arquivo continuam funcionando.
  • NDJSON — uma linha JSON por evento, com a trajetória completa: estágio, tipo de payload, se passou pela redação, versão da configuração do destino no momento da entrega e o bloco de wire quando existir.

Use o identificador do evento para juntar as linhas dos vários estágios do mesmo evento no arquivo exportado.

Os dados pessoais são mascarados no arquivo, incluindo campos OCSF por caminho (linha de comando, nome de dispositivo, endereços). A máscara preserva a estrutura: um identificador de usuário vira [PII] mas continua existindo, para a correlação não se perder. Exportar sem máscara exige permissão de plataforma — ver na tela e extrair um arquivo são coisas diferentes.

A captura pode ser amostrada

Uma sessão pode ser iniciada capturando uma fração do tráfego. Quando isso acontece, a ausência de um evento não prova que ele não passou. A tela sinaliza a taxa efetiva.

Limites e privacidade

  • A sessão expira sozinha e há um teto de sessões simultâneas por organização.
  • O tráfego capturado fica num armazenamento temporário com expiração automática — a captura não é um repositório de eventos.
  • Segredos (tokens, senhas, chaves de API) são removidos antes da gravação, mesmo quando aparecem no meio de um texto.
  • A captura mostra tráfego real de cliente: trate a tela e os arquivos exportados com o mesmo cuidado dos dados de produção.

Próximos passos